segunda-feira, 12 de abril de 2010

PINCH!

Essa é mais uma daquelas internas que, de tão velhas, já tem as origens perdidas nas areias do tempo... A não ser, é claro, que o meu grumpy boy lembre-se exatamente do por que e como, mas geralmente sou eu quem presta mais atenção nesses pequenos detalhezinhos... (embora, como ele faz questão de lembrar, eu esqueça todo o resto.)

O fato é que uma das coisas mais comuns entre nós é, de vez em quando, carinhosamente ( ou vingativamente, dependendo da situação) beliscar alguma parte macia do outro (que, convenhamos, no nosso caso, são muitas.), e, o mais importante de tudo, falar "PINCH!"

Só do próprio "PINCH", poderia lembrar várias histórias... Pinch-surpresa, pinch em lugares inusitados, "pinches" doloridos ou carinhosos, mini-pinch, mega-pinch, ataques de pinch-aholic (que, é claro, sempre acompanham uma cara de maníaco) mas há uma categoria nova de "pinch" que é minha favorita:

Estávamos no sofá, em uma "pinching battle", até que eu falei "pinch", mas, ao invés de beliscar, abracei o meu grumpy boy...

Daí a constatação de que o abraço, na verdade, nada mais é do que o maior "pinch" de todos..

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Mini-pérola do MSN

(falando de meu amigo, que vai visitar Brasília logo)

L diz:
Preciso de sua ajuda... em "como conhecer brasília fora do óbvio"
G diz:
acho que dá pra levar ele pra dar uma volta de metrô

L diz:
siim

G diz:
descer na feira do guará

L diz:
feira do guará!

G diz:
e dar uma vista nas nossas satélites

*depois de um tempo, subitamente tomada por uma onda de ternura*

L diz:

amoooor
te amo um tantão assim, ó:
[__________________________________________________________________________o_______________________________________________________________________________]

G diz:
oxe
só pq eu falei pra ir pra feira do guará?
cada maluco que eu vou te contar viu


Ah, o romantismo...

Interrupção fraterna #1

Depois do cinema, uma breve pausa para comer pão de queijo - para viagem, por favor, a mamãe está cansada - e, junto com meus 8 mini "pães-de-queijo", para minha surpresa, vem um pequeno pote de nutella.

Como os "pães-de-queijo" no carro, e, quando chegamos em casa, paro para admirar o meu pequeno pote de nutella, que mostro ao meu irmão.

Irmão: Oba, me dá um pouco?

Eu: Mas você não tem um pote grandão de nutella lá em casa?

Irmão: Sim, mas eu quero esse!

Eu: Mimi, mas o meu potinho de Nutella? O que ele tem de diferente da Nutella dos outros?

Irmão: É que ele é ESPECIAL!

Eu: E quem disse?

Irmão: A mãe dele disse...


(Porque mamãe disse que eu sou EFFPECIAL!)


Basta dizer que o pequeno potinho de Nutella está seguro, guardado em uma das gavetas do meu criado-mudo - afinal, não quero correr riscos.

All the Single Ladies! (grumpy version)

Não que a música da Beyoncé seja lá um grande marco para nós - não é nem mesmo uma das nossas músicas de gosto bem duvidoso que nos divertimos cantando e deturpando e citando - mas tudo começou com um vídeo.


Do pobre menininho querendo ser uma "single lady" até a frase "Sorry, Bud, you're not a single lady" virar algo como um épico foi o intervalo exato até os dois pararem de gargalhar com o vídeo.

Alguns poucos dias passam, e a música fica na cabeça - e, por uma razão que só nosso modo peculiar de loucura explica, lá estávamos, no mini-corredor entre a porta da frente, a sala e a cozinha, cantando e dançando a música (respectivamente, eu e ele) empolgadamente, com direito a colocar a mão pra cima no "PUT YOUR HANDS UP!" e mexer a mão daquele jeito esquisito lá.

Mas então, de repente, ele para de dançar e me beija de repente, me prendendo na parede.

L: Medels, o que foi isso?

G: Ah, Lis, depois de dançar "single ladies", eu preciso recuperar a minha masculinidade...

Ô, meu amor, se for pra me beijar assim, pode recuperar a sua masculinidade à vontade, sabe?

Podia começar aqui uma piração sobre como a masculinidade é vista exteriormente e como ela pode possivelmente se manifestar em um relacionamento entre feministas não-segregacionistas (ou, se feminista for uma palavra jóia exclusiva para um seleto grupo de teóricas puras, pessoas sensíveis à questão de gênero), mas basta dizer que ele é o menino que chamo de meu, perfeito para mim, com suas danças, seus risos, suas manias, seus trejeitos, seus traumas e seus carinhos...

E essa tal de masculinidade que fique bonitinha como está: uma desculpa interessante para beijos inesperados ^^

The grumpy look...

Não resisto a colocar títulos "estrangeiristas", mesmo escrevendo em português - às vezes é melhor colocar tudo em inglês de uma vez do que ficar alternando o inglês com o português, aumentando as chances de ficar tudo meio ridículo. Mas comentários a respeito da forma do título à parte, vamos falar um pouco de seu conteúdo:

Desde que comecei o blog (tipo, err, ontem), vejo o tempo que eu passo com o meu menino com um olhar diversificado - o que poderia ser material "escrevível"? - além de pensar também em diversas cenas do passado. Vejo algumas frases, trejeitos, abraços, mordidas, enfim, situações divertidas para as quais poderei olhar depois e sorrir, e já começo a pensar em como escrever - ou, dependendo do conteúdo do diálogo, SE eu posso escrever.

E material para isso, eu preciso dizer, é o que não falta.

Em apenas uma singela manhã de relativo tédio, não consigo nem contar quantas em situações inusitadas ou humosísticas estivemos... Mas, se eu fosse explicar cada uma delas, provavelmente teria que negligenciar o meu menino para ficar escrevendo sobre o que nós já dissemos ou fizemos... Por exemplo, para um "leigo", qual o sentido disso:

*peteleco em uma área peculiar*
L: *expressão séria* Fala sério... Um peteleco... UM PETELECO?
G: Ah, Lis... Nunca mais faço, então!
*risadas e abraços*

A graça toda, no final das coisas, está no contexto, nas piadinhas internas, na própria dinâmica meio bizarra nossa...

Assim, entre tantos pequenos momentos, de uma coleção enorme, às vezes apenas alguns são contextualizáveis...

Mesmo assim, vou tentar, hehe...

quarta-feira, 7 de abril de 2010

E Deus criou... a ferramenta de voz do MSN

O MSN - concluo depois de alguns meses com o meu menino - é uma ferramenta do Mal a serviço do Mal. Afinal, ele traz uma conjuntura de fatores que, em qualquer relacionamento humano, pode levar a desastres:
1- Não se pode ouvir a voz nem ver a expressão do interloucutor (fora, é claro, as ainda falhas ferramentas da webcam e microfone)
2- É extremamente difícil adivinhar que tom cada frase pode assumir (foi um tom jocoso? Foi sarcástico? Ou ele estava falando sério mesmo?)
3- O fato da pessoa não estar por perto às vezes atua como um fator desinibidor (ou seja, se você tem medo de falar merda perto da pessoa, às vezes o MSN faz o seu cérebro pensar "longe", mesmo que você esteja se comunicando com ela, e aí já viu...)
4- O único recurso de comunicação são as palavras - tão vazias e sem sentido diante de um simples abraço, ou um carinho, ou um olhar, ferramentas essas totalmente negadas no mundo virtual.

Assim, saindo da teoria para a experiência, a grande maioria dos desentendimentos que temos acaba sendo por MSN, exatamente pelos 4 motivos citados acima, às vezes sozinhos, às vezes combinados.

Mas, mesmo com o reconhecimento dessa ferramenta como malévola e demoníaca, a saudade é mais forte do que o bom senso (ou às vezes, os dois estão sem nada pra fazer mesmo e ficam no PC), e cá estávamos nós, em mais um dia de greve como qualquer outro, à noite no msn...

*Narrativa passa da explicação para err... a narrativa de um acontecimento, mesmo*

Noite de quarta-feira, dia 7, final da novela-das-8-que-passa-às-9, Abril, 2010.

Aviso para o meu grumpy boy que a ideia de voltar para minha cidade natal durante a semana para atualizar meu RG será, de fato, colocada em prática - ou seja, uns bons 3 dias em que não poderemos nos ver... e a conversa segue:

G (de grumpy, hehe) diz:
vc vai mesmo pra lá né?

L diz:
eu acho que sim
(...)
estamos vendo agora
talvez compre até hoje

G diz:
uhum
mimimi
vou ficar quanto tempo sem minha finha? (Nota explicativa: "finha" é uma contração de "fofinha", o mais novo apelido "em voga")

L diz:
de quarta a sexta, amor
sexta à notie eu volto
com uma identidade nova ^^




E, de repente, enquanto estou na sala, com o finzinho de novela passando e minha mãe falando no telefone, uma voz gutural inunda a sala :


MIMIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII

O laptop, equilibrado no meu colo, quase cai para frente com o pulo que eu dei, mas, para a minha sorte (ou sorte dele também, então, nossa sorte), mamãe estava muito entretida no telefone com meu pai para realmente notar alguma coisa (e os atores da novela, pelo jeito, também não notaram nada), e depois d'A Queda (ou melhor, quase queda) do Harry, recupero minha compostura e paro um minuto para pensar na origem do enorme MIMI... E é claro, lá está uma mensagem de voz do Grumpy Boy, a fonte da voz misteriosa, expressando sua frustração brincalhona pela futura distância nossa... (frustração essa entendível para quem já passou insuportáveis 35 dias longe de seu respectivo, e agora não quer mais saber de aguentar mais de 2, 3 dias seguidos)

Depois disso, o assunto se desvia brevemente, mas o humor de pregar peças na Lis ainda não foi totalmente aplacado... E, quando o jogo de futebol começa...
G diz:
finha
te amo de montao

L diz:
aaawn

G diz:
mas o futebol fala mais alto
tchau


E. Ele. Sai.




É claro que ele entra depois, soltando um "tô de brinks", mas quem seria eu se não perdesse a oportunidade de também fazer uso da ferramenta de voz? Então, preparando-me para a vingança, saio de perto do sofá e vou até o meio da varandinha-corredor, aproximo bem a boca do microfone e solto o "MIMIIIIIIIIIIIIII" mais gutural e profundo e alto de meu arsenal.

Mas, ao invés da resposta via MSN do meu menino, é a voz sonolenta do meu irmão que me alcança primeiro:

"VÉI, O QUE É ISSO?"

Rindo mais ainda, explico brevemente que estou só "zoando o meu namorado". A resposta sempre doce de meu amado ente fraterno:

"Então vai zoar ele silenciosamente..."

É. Parece que eu tenho dois grumpy boys em casa... (embora as diferenças entre os dois sejam gritantes, cof, cof)

De qualquer forma, logo a ferramenta de voz é usada não para me assustar (como ele A-DO-RA fazer), mas para suas declarações inesperadas, daquelas curtas, joviais e deixam um enorme sorriso no rosto. "TE AMO, FINHA!", assim, em alto e bom som...

Seguido, (é claro, tratando-se de meu prudente menino), com a pergunta a respeito de minha mãe- "ela está ouvindo?"

Quando comento que quem mais ouviu é o irmão, ele ainda solta um "JOW" via mensagem de voz ( Jow, para os não-iniciados, é o sinal secreto de interação entre cunhados), só que esse JOW acaba sendo logo do lado de minha mãe, que já desligou o telefone e me olha de forma curiosa (a minha sorte é que ela gosta do meu namorado... Senão seria "o que esse louco está falando aí?")

Depois dessas pequenas estripulias, é claro, eu ponho o fone de ouvido e fico bem quietinha.





Grumpy

grump·y

[gruhm-pee]
surly or ill-tempered; discontentedly or sullenly irritable; grouchy.


Olhando assim, nas frias palavras do dictionary.com, parece uma palavra carregada negativamente, de alguém mal-humorado, irritadiço de forma exagerada...

Mas forme bem a palavra na sua boca, repita-a em voz alta: Grumpy. De repente, toda essa irritação não parece tão... fofa?

O meu "grumpy boy" ( estrangeirismo em dobro porque "garoto grumpy" fica muito título de filme de sessão da tarde) não é "grumpy" no sentido do dicionário da palavra (quer dizer, não sempre), mas sim no sentido sonoro da palavra, no sentido de quem fala - aquele jovem que resmunga feito um velhinho de uma forma absolutamente adorável, que não gosta de se sujar, molhar-se na chuva ou de pequenos machucadinhos.

O grumpy boy que faz caras e bocas e "mimis" (os tão famosos MIMIIIIIIIIIIS) para se dissolver nos mais adoráveis sorrisos com alguma atitude, algum beijo, algum carinho...

O propósito desse blog, sugerido por acaso em conversas de MSN, é a tentativa de um relato do cotidiano, talvez até, se for ambiciosa, de um relato diário das "grumpices" do homem (menino?jovem?fofinho?) que chamo de meu, às vezes adoráveis, talvez sem sentido para os não-iniciados aos estranhos códigos que fomos desenvolvendo ao longo dos anos (ou seja, o resto do mundo), ora engraçados, ora com notas de indignação ou de meus próprios mimimis...

Enfim, relatos da grumpiness de alguém que, adoravelmente grumpy, mesmo quando está em seus piores dias ainda é muito meu - e muito, muito amado.