Do pobre menininho querendo ser uma "single lady" até a frase "Sorry, Bud, you're not a single lady" virar algo como um épico foi o intervalo exato até os dois pararem de gargalhar com o vídeo.
Alguns poucos dias passam, e a música fica na cabeça - e, por uma razão que só nosso modo peculiar de loucura explica, lá estávamos, no mini-corredor entre a porta da frente, a sala e a cozinha, cantando e dançando a música (respectivamente, eu e ele) empolgadamente, com direito a colocar a mão pra cima no "PUT YOUR HANDS UP!" e mexer a mão daquele jeito esquisito lá.
Mas então, de repente, ele para de dançar e me beija de repente, me prendendo na parede.
L: Medels, o que foi isso?
G: Ah, Lis, depois de dançar "single ladies", eu preciso recuperar a minha masculinidade...
Ô, meu amor, se for pra me beijar assim, pode recuperar a sua masculinidade à vontade, sabe?
Podia começar aqui uma piração sobre como a masculinidade é vista exteriormente e como ela pode possivelmente se manifestar em um relacionamento entre feministas não-segregacionistas (ou, se feminista for uma palavra jóia exclusiva para um seleto grupo de teóricas puras, pessoas sensíveis à questão de gênero), mas basta dizer que ele é o menino que chamo de meu, perfeito para mim, com suas danças, seus risos, suas manias, seus trejeitos, seus traumas e seus carinhos...
E essa tal de masculinidade que fique bonitinha como está: uma desculpa interessante para beijos inesperados ^^

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